AU PAIR: REMATCH

Grande parte do meu sumiço está relacionado ao fato de eu ter entrado em processo de rematch, e grande parte da razão de eu entrar em rematch era porque nunca tinha tempo pro blog.

– “O que?”

Deixa eu colocar de outra forma: eu vim para os EUA pra morar com uma família que a primeira vista era um desafio, mas que me conquistou pela simpatia e bondade. Quando eu cheguei aqui, eles se mostraram sempre as mesmas pessoas com quem eu fiz skype por tantas vezes.
Mas como todo relacionamento, se você se acomodar com os erros e problemas ao invés de consertá-los o mesmo vai se despedaçar, e muitas das vezes, de uma vez só. E foi o que aconteceu comigo e com a minha host family.
A cada dia que se passava as coisas ficavam mais difíceis para os dois lados, cuidar de cinco crianças, não é um trabalho fácil, e não era um trabalho só meu… E aí entra outro ponto, quando se trabalha em equipe precisa haver harmonia e um bom diálogo. Não que eu não conversasse com meus hosts, a gente conversava bastante até. Mas nenhum dos lados apresentava suas queixas e reclamações por medo de alguém sair magoado, e obviamente isso não acabou bem.
Tudo isso, junto a todo stress que aquela casa mantinha, e ao fato de que nunca sobrava tempo pra fazer nenhuma das coisas que eu gostava e que me confortam, até porque eu cheguei a um ponto que eu encarava a tela do computador por vários minutos e não conseguia escrever um A, me levaram a pedir rematch.
Todos os detalhes do meu processo vocês podem ver no vídeo, mas eu queria deixar claro aqui, pra quem desconhece esse mundo ainda, ou pra quem está imerso nele e se vê sem saída, ou até para aqueles que já saíram do problema.
Vir ser Au pair é morar com seus chefes, numa casa com regras que não foram nenhum dos seus pais ou avós que criaram, ajudar a criar crianças que não são suas, mal são seus conhecidos. E ter que aprender que se os pais não ligam da criança não tomar banho, você não tem o direito de se importar também…
Esse não foi o caso na minha família, mas eu não me adaptei muito bem a essa regra, eu não gostava de ver as crianças mandando nos adultos, se alimentando de porcarias da hora que acordam a hora que vão dormir, eu não gostava de uma casa sem regras, e eu tentei mudar porque achei que tivesse essa liberdade, mas não tinha e não tenho. Então simplesmente me retirei de campo.
Nós simplesmente não concordavamos em muita coisa, assim como grande parte das Au Pairs que entram em rematch. Apesar de cada caso ser um caso, pra  você que está entrando nesse mundo, minha dica é: sempre duvide de relatos sobre famílias perigo, porque o fato de não ter funcionado para um, não significa que não funcionará para todas, na mesma proporção que eu sugiro você duvidar de quem esta oferecendo famílias. Eu não quis ter nada haver com a próxima au pair da minha antiga família, por uma razão bem óbvia, a minha experiência com certeza, não será a dela, e não é justo criar incertezas aonde não existem.
Nenhuma família é perfeita, nenhuma Au Pair é perfeita, mas isso não significa que não existem matches perfeitos.
Pra você que está lendo isso, não se apavore, minha única dica é: seja cauteloso com suas escolhas, escolha uma familia que combina com você, com uma carga que você sabe que consiguirá aguentar, e venha sabendo que você vai ter expêriencias maravilhosas, mas que você também terá muitas batalhas pra enfrentar.
E pra quem está com problemas na família, procure uma segunda opnião, mas sempre siga seu coração e sempre procure a sua paz interior. Porque se ela não está mais com você, então você não devia estar nessa host family, nesse emprego, nesse relacionamento…. Nunca se privam do que lhes faz bem, libertem-se.
Aproveitem o vídeo, aproveitem o programa, e se joguem nesse mundo, porque apesar dos pesares é sim uma experiência maravilhosa.
Beijos e até a próxima!!

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